Paus e pedras

A nossa alma está saturada do […] desprezo dos soberbos. (Salmo 123:4)

 O salmista não suportava mais o “… desprezo dos soberbos” (Salmo 123:4). Talvez você também não. As pessoas na sua vizinhança, escritório ou sala de aula podem ser escarnecedoras da sua fé e determinação de seguir Jesus. Paus e pedras quebram nossos ossos, mas as palavras podem ferir mais profundamente. Em seu comentário sobre esse salmo, Derek Kidner se refere ao desprezo como “aço gelado”.

            Podemos afastar as vaias dos orgulhosos tornando-nos como eles, ou podemos ver sua tentativa de humilhar-nos como um galardão de honra. Podemos regozijar-nos de sermos “… considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome [de Jesus]” (Atos 5:41). É melhor ter vergonha por um curto tempo que suportar “… vergonha e horror eterno” (Daniel 12:2).

            Precisamos ser diferentes dos escarnecedores, não lhes retribuindo o escárnio, mas abençoando aqueles que nos perseguem. “… abençoai e não amaldiçoeis”, lembra-nos Paulo (Romanos 12:14). Pois Deus poderá levá-los à fé e ao arrependimento, e transformar nossos momentos de vergonha em glória eterna.

            Finalmente, como o salmista nos aconselham precisamos ter “… os nossos olhos fitos no SENHOR” (Salmo 123:2). Ele entende melhor do que ninguém, pois também sofreu reprovação. Ele demonstrará compaixão por nós segundo Sua infinita misericórdia.

Published in: on 31/07/2011 at 0:11  Deixe um comentário  

Ladainha Gospel

De vez em quando aparece algum irmão falando sobre assuntos padronizados comigo. São assuntos batidos, que me lembram que a vida parece um grande carrossel de pensamentos, onde as coisas sempre acabam voltando pra nós, de tempo em tempo, uma verdadeira ladainha.

Aliás, você sabe o que é uma ladainha?

É uma espécie de reza litúrgica com repetições e respostas, aquelas orações que comumente vemos nas igrejas católicas, onde o padre fala algumas frases monotonais e o povo em uníssono responde algo como “Rogai por nós”.

As ladainhas foram instituídas pra ensinar o povo, como método de fixação doutrinária, mas sua prática se tornou altamente popular tendo em vista seu caráter místico e ao aparente poder de induzir as pessoas a estados de quietude, resignação e arrependimento contrito. Um mantra, certamente!

Dentre as ladainhas gospel da atualidade, figura o sofisma da cobertura espiritual. Dizem: “querido, você não pode andar sozinho neste mundo tenebroso, pois Satanás anda ao redor, procurando alguma peça solta do jogo para tragar… você sabe que uma brasa isolada, longe das demais, se apaga logo… bi bi bi e bó bó bó”.

Pouco sabem da Bíblia, pouco conhecem das revelações apostólicas e da sã doutrina, por isso se deixam enredar por falácias fraquíssimas, baseadas em achismos particulares.

Ficam com esse papo sem fundamento, e nem entendem o que está escrito em I Coríntios 11:4, que “diz que todo homem que ora ou profetiza tendo a cabeça coberta, desonra a própria cabeça”.

Estão desonrando o Senhor e nem sabem!

Mas a ladainha não termina por aí, tem o lance do dízimo que se você não dá, fica sujeito à ação dos gafanhotos metamórficos, o migrador, o devorador e o destruidor. Esses seres mitológicos, tais como criaturas bizarras são enviadas pelas forças tenebrosas para assolar a vida financeira de crentes infiéis, como um instrumento de tortura que Deus estabeleceu para surrar aqueles que não pagam suas taxas mensais.

Que deus cruel!

Outra: irmão o pecado poderá gerar uma brecha em sua vida, uma legalidade por onde o diabo irá entrar e criar uma fortaleza dentro de você, aprisionando-o com amarras espirituais.

Quanto mais gospelizados ficamos, mais nos aprofundamos em conhecimentos que ao invés de nos libertar, nos tornam ainda mais temerosos e reprimidos.

Quero deixar claro que não duvido da existência de situações de risco para os crentes, mas uma coisa que não sai da minha cabeça são as palavras do Senhor, dizendo que fomos chamados à liberdade, a qual é fruto do conhecimento da Verdade.

Acredito na absoluta e definitiva ação da Palavra do Senhor sobre nossas vidas e não consigo mais cair nessas conversas sem base firme que, de tanto serem repetidas, acabaram se tornando em verdades para o imaginário de muitos crentes.

Esses sofismas, rimados, repetidos, cantarolados, declamados, como cantigas de roda e lengalendas não colam mais pra mim. Quando os ouço, ligo stand by da mesma forma que faço quando uma vendedora automatizada de empresa de telefonia ou cartão de crédito me liga, tentando me convencer com seu discurso decorado a adquirir um produto.

Chega pra mim, eu sou livre!!

rafa

@reparadores

Published in: on 16/05/2011 at 11:46  Deixe um comentário  

Tomada de decisões

Tomar decisões é uma das principais atribuições da liderança. Aliás, a capacidade de tomar decisões distingue o líder medíocre do bom líder, e o bom do líder do ótimo líder. As decisões revelam valores e inteligência e exigem obediência ao Senhor. Também exige visão e dependência de Deus. Analise outras características de um líder e você perceberá que a tomada de decisões influência praticamente todas as ações de um líder. Em um único dia, podem ser exigidas milhares de decisões – algumas corriqueiras, outras capazes de transformar vidas.

Onde o líder pode encontrar ajuda quanto a esse elemento fundamental da vida e da liderança? Comecemos com a sábia decisão de meditar sobre um líder que dependia de Deus e teve um histórico positivo na questão de tomada de decisões. Entre todos os líderes da Bíblia, Neemias é um dos melhores exemplos de pessoa que faz a coisa “do jeito certo”. Leia com atenção Neemias 1.1-11 e faça uma lista das qualidades que explicam por que ele era tão eficiente nesse ponto.

No capítulo inicial do livro que leva seu nome, lemos a respeito do grande desafio que Neemias tinha pela frente. Os muros de Jerusalém estavam destruídos, e os exilados que haviam retornado estavam inseguros, à mercê dos inimigos e desanimados. Observemos como ele abordou o problema. Em primeiro lugar, estudou cuidadosamente a situação (v 2,3). Em segundo lugar, sentiu empatia pelos aflitos (v.4). Em terceiro lugar, humilhou-se perante Deus (v.4). Em quarto lugar, orou (v.5-11). E que oração! Neemias adorou a Deus (v.5), confessou o pecado do povo (v.6,7) e por fim suplicou a ajuda divina (v.8-11).

Em último lugar, Neemias sabia o que todo grande líder sabe: toda sabedoria vem de Deus, e usar a sabedoria para tomar decisões é algo que Deus quer que aprendamos a fazer.

Que estratégias você usa atualmente para tomar decisões?

Até a próxima!

Published in: on 19/04/2011 at 19:38  Deixe um comentário  

Astros Espirituais

Meditação: Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? (1 Coríntios 3:4)

Pensamento: Cada pessoa tem seu lugar no serviço de Deus e apenas Ele merece a glória.

Leitura: 1 Coríntios 3:1-15.

Mensagem:
Astros Espirituais

A cultura atual está repleta de astros. Grandes jogadores de futebol criam tanta empolgação que alguns fãs ficaram conhecidos pelo tumulto nas arquibancadas. Músicos populares têm fãs que os assistem com veneração durante todo o show. As celebridades de Holywood contratam guarda-costas para protegê-los de fanáticos que os perseguem com adoração.
No primeiro século, os cristãos de Corinto estavam divididos com relação a seus próprios “astros espirituais”. Paulo via este favoritismo como um reflexo da natureza pecaminosa do coração duro de um cristão. E perguntou: “Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens?” (1 Coríntios 3:4).
O ensino do apóstolo sobre como enxergamos os líderes cristãos coloca o assunto em uma perspectiva bíblica que produz estima mútua àqueles que a ministram: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus” (1 Coríntios 3:46). Cada um deles fez sua parte: Paulo plantou a semente espiritual através do evangelismo e Apolo a regou com seu eloquente ensino bíblico. Mas foi Deus quem fez a semente da vida espiritual crescer. Somente Ele é o “astro”.
Sejamos cuidadosos para não colocar líderes cristãos em pedestais. Antes, consideremos o modo como Deus usa uma variedade de líderes para Sua honra e glória.

FONTE:
H. Dennis Fischer
Nosso Andar Diário – Ministério RBC

Published in: on 06/04/2011 at 12:54  Deixe um comentário  

Graça Barata

Um dia um amigo de ministério me contou uma história que seria cômica se não fosse trágica.

Em um dos cultos de oração em uma igreja, uma mulher foi à frente pedindo oração pelo seu relacionamento. O pastor perguntou para ser mais específica, ao que ela disparou:

– O meu namorado é casado e agora que eu aceitei Jesus quero dar um jeito em minha vida, então disse a ele que agora teria que decidir nossa vida.

Traduzindo; a mulher queria que o homem decidisse de uma vez se iria ficar com ela ou com a sua família.

Um outro pastor me disse que teve que chamar um casal de namorados em seu gabinete pois escancaradamente diziam que tinha relacionamento sexual, e se justificavam dizendo que se Deus é amor o sexo não seria errado se feito com amor.

Infelizmente casos como estes não são tão incomuns dentro das igrejas hoje em dia. Pessoas que entendem que precisam de uma “melhora de vida” e não uma “mudança de vida”.

Diante desta constatação entendo que o nosso conceito de Salvação tem sido esvaziado dia-a-dia pela ênfase mercantilista e homocêntrica de alguma igrejas evangélicas, cuja idéia é a de que salvação é uma melhora de vida, i.e, a salvação traz a mudança financeira da minha vida, uma carro novo, um emprego que irá me pagar mais e assim por diante.

Um fator sine qua non para a salvação é o arrependimento, e arrependimento tem a ver com reconhecer seu estado de miséria e total desprovimento de direito e rendição total a Deus.

O tema do primeiro sermão de Jesus foi arrependimento; Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” Mateus 4:17

Eu não julgo a namorada do homem casado nem o casal de namorados, mas não posso deixar de criticar nossa omissão como igreja do verdadeiro evangelho e da verdade genuína.

Pregamos um evangelho de “auto-ajuda” mas nos esquecemos que “auto” ajuda não é compatível com salvação que é graça imerecida, não vem de nós é dom de Deus.

Creio que a pergunta que temos que responder como igreja hoje é; queremos em nossos bancos pessoas que sejam bem sucedidas na vida ou queremos gente salva?

Não há problema nenhum quando as duas coisas andam juntas; o ser bem sucedido e o ser salvo; o nó acontece quando o ser bem sucedido exclui a salvação.

Não é porque sou bem sucedido que sou salvo. Poderia citar uma centena de pessoas bem sucedidas que não sabe nem mesmo quem é Jesus Cristo.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. Mateus 7:22-23

Me preocupa muito o conceito de salvação e arrependimento que temos pregado em nossos púlpitos.

Em seu livro “Discipulado”, Dietrich Bonhoeffer escreve:

Graça barata significa justificação do pecado, e não do pecador. Como a graça faz tudo sozinha, tudo também pode permanecer como antes. “Afinal, a minha força nada faz”. (…..) Viva, pois, o crente como vive o mundo, coloque-se, em tudo, em pé de igualdade com o mundo, e não se atreva – sob pena de ser acusado de heresia entusiasta! – a ter, sob a graça, uma vida diferente da que tinha sob o pecado”

Entendemos que o preço da nossa salvação foi muito caro e não podemos negociar este preço de maneira alguma.

Não podemos aceitar uma graça barata pois o preço pago por Ele foi muito alto.

 

Mensagem do Pr Armando Junior

Published in: on 31/03/2011 at 8:54  Comments (1)  

Saul, mal exemplo de liderança

Shalom moçada!

Semanalmente tenho abordado um princípio de liderança à luz das Sagradas Escrituras. Assim como toda teoria, os exemplos práticos se tornam extremamente eficazes na explanação da teoria. E a melhor forma de entender um conceito, é saber o seu lado negativo, isto é, o que ele não é, e o que não deve ser praticado.

Saul,  o primeiro rei de Israel, começou bem. Encaixava-se no tipo de líder militar (1Sm 9.2). Teve uma experiência profunda com o profeta de Deus., e isso valeu-lhe a reputação de homem sábio e temente a Deus. Em seguida recebeu o crédito por uma série de impressionantes vitórias militares, o que ajudou  a consolidar a confiança de Israel em sua liderança (Caps. 11 – 14 de 1 Samuel). E, talvez o mais importante, ele fora ungido por Samuel, o maior profeta e juiz de Israel.

No entanto, logo os problemas surgiram. Em duas ocasiões, desobedeceu a Deus de forma descarada e recebeu a notícia de que Deus o rejeitara como rei. Saul foi afetado com essa informação e, não muito tempo depois do segundo incidente, mudou radicalmente o foco da sua vida.

A mudança ocorreu logo após a vitória de Davi sobre Golias. Enquanto marchavam de volta para casa, as tropas de Saul passaram por cidades em que mulheres, segundo o costume, cantavam as glórias do exército. Dessa vez, porém, o cântico das mulheres fez soar uma nota desagradável ao ouvido do rei. O foco de Saul mudou naquele instante: “Daí em diante Saul olhava com inveja para Davi” (1Sm 18.9). Então ele deixou de conduzir Israel. Sua preocupação agora era evitar que o trono fosse tomado por Davi. Os capítulos restantes de 1 Samuel registram a trágica obsessão de Saul em perseguir e matar Davi.

Quando o líder, sentindo-se ameaçado, investe toda a energia na guerra pelo poder, a organização inteira sofre. As suspeitas de Saul estão registradas nos versículos de 10 a 16 do capítulo 18. Uma amostra de suas trapalhadas ilustra quanto Saul se desviara do caminho e como a sua liderança tornou-se ineficiente. Nos versículos de 20 a 30, lemos que ele usou as próprias filhas como isca para apanhar Davi em uma armadilha. Ele chegou até mesmo a ordenar que seu filho Jônatas matasse Davi. Jônatas argumentou com seu pai, e Saul acusou o filho de deslealdade, tentando matá-lo também. Por fim, Saul ordenou o assassinato de uma família inteira de sacerdotes que involuntariamente haviam ajudado Davi. Sem dúvida, Saul estava fora de controle!

Saul e sua família sofreram. Davi e sua família sofreram. Toda a nação sofreu. Os únicos que lucraram foram os inimigos de Israel. Que tragédia quando o líder canaliza seus recursos para a autopreservação, em vez de utilizá-los na liderança!

Published in: on 26/02/2011 at 14:56  Deixe um comentário  

Obediência a Deus

Shalom moçada!

Nas duas últimas semanas falamos sobre a integridade. A obediência a Deus está intrinsecamente ligada a integridade na construção do caráter do líder.

Agregadas ao custo da liderança estão as oportunidades – algumas positivas, outras negativas. Muitos líderes têm acesso amplo as informações ou recursos financeiros que podem usar em benefício próprio. Outros viajam muito, quase anonimamente, e tem amplas oportunidades de fazer concessões à pureza. Outros ainda usam sua posição para esmagar, de forma desleal e antiética, a concorrência – interna ou externa. Seja qual for a tentação – dinheiro, sexo ou poder, muitos líderes se vendem. Lemos os casos mais chocantes todos os dias nos jornais. Infelizmente conhecemos inúmeros casos de líderes cristãos que se corromperam frente à tentação.

Todo líder deve perguntar-se de tempos em tempos: “Eu tenho um preço?”. O compromisso do líder piedoso com Deus deve ser sólido a ponto de ele preferir sempre obedecer ao Senhor, independentemente das oportunidades que tenha para fazer concessões a si mesmo, infelizmente, Saul – o líder que possuía tudo que uma nação poderia desejar – não tinha esse compromisso. Quando a pressão subiu, em vez de obedecer à ordem divina de destruir completamente os amalequitas, poupou o rei inimigo e  o melhor do gado (1Sm 15.9). Este era o preço de Saul: tripudiar sobre um rei derrotado e aumentar a própria fortuna com a posse de animais, um dos maiores indicadores de riqueza da época. Mais tarde, quando Samuel o questionou, Saul, trêmulo, explicou que havia poupado a melhor parte para o Senhor. Em vez de assumir seu pecado, preferiu racionalizá-lo.

Como Deus lhe respondeu? Ele disse: “A obediência é melhor do que o sacrifício…” (1Sm 15.22). Deus não quer o que é nosso, ele quer a nós! Por que? Porque, quando nos tem, Deus tem também o que é nosso. O rei Saul rejeitou ao Senhor, e o Senhor rejeitou-o como rei de Israel.

Portanto, pergunte a si mesmo: Qual o meu preço? O que me faria desobedecer ao Senhor? Tomara que seu compromisso seja inegociável. Um compromisso assim exerce influência crucial sobre o caráter do líder. Leia a trágica história do rei Saul e reflita sobre a desobediência e as consequências do fracasso desse rei.

Published in: on 19/02/2011 at 19:06  Comments (1)  

Integridade, ética e moralidade

Olá moçada!

O post sobre obediência a Deus está no forno, mas como muitos falaram pelo twitter sobre último assunto “integridade” senti a necessidade de estender o assunto.

Jesus chamou os fariseus de “hipócritas” seis vezes no sermão de Mateus 23. Seu linguajar revela a sua ira. Observe que cada versículo que contém a palavra hipócrita começa com a expressão “Ai de vocês”. Jesus repreende os fariseus por dizerem uma coisa e praticarem outra.

A integridade – contrário da hipocrisia – é a característica que as pessoas mais querem ver na vida do líder. Os fariseus não estavam vivendo de acordo com esse padrão. Quando falamos de integridade hoje, geralmente usamos termos próximos, como “ética” e “moralidade”. Mas o conceito de integridade exige a compreensão correta dessas três palavras. Cada uma tem um significado distinto. Usadas de forma apropriada, elas esclarecem um aspecto essencial da liderança muitas vezes mal compreendido:

  • Ética – refere-se a um padrão definido de certo e errado, de bem e mal. Era o que os fariseus diziam ser correto.
  • Moralidade – é o padrão vivido de certo e errado, de bem e mal. Era o que os fariseus na realidade faziam.
  • Integridade – significa “são”, “completo”, “integrado”. Se a ética e a moralidade estão integradas à vida da pessoa, ela tem integridade. Caso contrário, tal pessoa não é íntegra.

Analisemos a questão por outro ângulo. Se João diz que irá mentir para você, que o irá enganar e roubar, ele tem pouca ou quase nenhuma ética. Se age dessa forma nos negócios, também tem baixa moralidade. João é antiético e imoral, mas é íntegro. Por mais distorcida que seja essa integridade, porque sua moralidade é coerente com a sua ética. Se João diz que engana e rouba, mas na realidade não engana e nem rouba, ele age de acordo com a moralidade na prática, mas lhe falta integridade, pois sua moralidade não combina com a sua ética. Pense nisso!

Sua ética pode ser elevada ou baixa. Você pode ser moral ou imoral. A escolha é sua. Mas se você pretende ser íntegro, terá de escolher sua ética e viver de acordo com ela. O líder precisa mostrar aos seus liderados em potencial a situação que os aguarda.

A Bíblia ensina uma ética elevada e santa. Quem alega ser cristão e vive de acordo com os padrões bíblicos está fazendo uma afirmação ética, pois se comprometeu com uma certa moralidade. Para que ele tenha integridade, deverá viver de acordo com a ética bíblica. Jesus não deixa dúvida de que a pior escolha é o caminho da hipocrisia: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!”

Leia Mateus 23.1-36 e deixe que as palavras de Jesus ecoem em sua mente até você estar convicto do desgosto que causam ao Senhor os que dizem mas não fazem. Isso é muito sério!

Um forte abraço!

Published in: on 09/02/2011 at 23:45  Comments (1)  

Integridade

Após entrevistar milhares de pessoas em todo o mundo e fazer mais de quatrocentos estudos de caso, James Kouzes e Barry Posner identificaram as características mais desejadas em um líder. Em praticamente todas as entrevistas, honestidade e integridade foram mencionadas mais frequentemente que qualquer outra característica.

Isso faz sentido não é? Se um grupo se propõe a seguir alguém – na guerra, nos negócios ou no ministério, há de querer a garantia de que seu líder é de confiança, que cumprirá as promessas e que irá até o fim com os compromissos assumidos.

À luz dessa pesquisa, a alta estima da nação israelita por Samuel não é nenhuma surpresa. Em seu discurso de despedida, depois de haver liderado Israel por décadas, Samuel prometeu reembolsar qualquer pessoa que porventura houvesse lesado. Que promessa!! E mais impressionante foi a resposta do povo: ninguém se manifestou para exigir algo de Samuel.

A honestidade e a integridade permeavam todas as áreas da vida de Samuel. Essas duas características norteavam a administração de suas posses, seus negócios e o tratamento que dispensava às pessoas mais simples. Samuel prestava contas às pessoas que liderava. Ele se expunha ao escrutínio de qualquer um com quem tivesse contato ou efetuasse algum negócio. Por causa dessa prática, a liderança de Samuel tornou-se lendária à medida que a sua história foi contada e recontada ao longo dos séculos.

O exemplo de Samuel desafia-nos a seguir o mesmo padrão de integridade. Independentemente do tipo de liderança, seja no topo de uma organização, seja ao cuidar de uma criança de dois anos, cumpra seus afazeres com honestidade. Deixe que seu compromisso pessoal com a integridade apareça em tudo que você fizer durante o dia, todos os dias. Agindo dessa maneira, você se tornará um líder que os outros seguirão zelosamente!

Graça e Paz.

Próximo princípio de Liderança: Obediência a Deus

Published in: on 04/02/2011 at 17:13  Comments (1)  

10 verdades que pregamos sobre 10 mentiras que praticamos

Certo pastor estava buscando levar a igreja à prática da comunhão e da devoção experimentadas pela igreja primitiva (conforme descrita em Atos dos Apóstolos). Logo recebeu um comunicado de seus superiores: “Estamos preocupados com a forma como você vem conduzindo seu trabalho ministerial. Você foi designado para tomar conta dessa igreja e a fez retroceder, pelo menos, uns 40 anos! O quê está acontecendo?”. O pastor respondeu: “40 anos? Pois então lamento muitíssimo! Minha intenção era fazê-la retroceder uns 2.000!”.

Atualmente temos acompanhado um retrocesso da vivência e prática cristãs. Mas, infelizmente, não é um retrocesso como o da introdução acima. Algumas das verdades cristãs têm sido negadas na prática. Como diz Caio Fábio, muitos de nós somos “crentes teóricos, entretanto, ateus práticos”. Segue-se uma pequena lista dos top 10 das verdades que pregamos (na teoria) acerca das mentiras que vivemos (na prática):

I – “SÓ JESUS SALVA” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é freqüente à igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem toma a santa ceia, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar (seja lá o que isso signifique), quem fez o Encontro, etc e etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não me escandaliza.

II – “DIANTE DE DEUS, TODOS OS PECADOS SÃO IGUAIS” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é fazer sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu…”. Ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome ‘sujo’ no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a ‘panelinha’ é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime) construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão).

III – “AUTOFLAGELAÇÃO É SACRIFÍCIO DE TOLO”, é o que dizemos crer. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo: “Chora que Deus responde”; “a hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum”; “quando for orar de madrugada, tem que sair da cama quentinha e ir para o chão gelado”; “tem que pagar o preço”.

IV – “ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO É DIABÓLICO” é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos!
– Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa.
– A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado.
– Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo…
– Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se amostrar…
– Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem…

V – “DEUS USA QUEM ELE QUER” é o que dizemos. Mas também dizemos: Deus não pode usar quem está em pecado; Deus não usa ‘vaso sujo’; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.

VI – “DEUS ABOMINA A IDOLATRIA” dizemos. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer. Como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o quê regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido ao ponto disso tornoar-se numa obsessão idolátrica: “Tenho que servir bem a Deus, para ele converter meu marido”; “Não posso deixar de ir a igreja senão Deus não salva meu marido”; “Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido”. Ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.

VII – A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃS
…Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege…
… Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim
… Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser
… Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho…
…Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado…

VIII – DEUS ME DEU ESTA BENÇÃO!
…mas eu paguei o preço.
…mas eu fiz por onde merece-la.
…mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus. Vai que Ele não quer que você tenha… Se você quiser, pague o preço como eu paguei.

IX – NÃO SE DEVE JULGAR PELAS APARENCIAS. AS APARENCIAS ENGANAM – mas frequentemente nos deixamos levar por elas para emitirmos nossos juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Frequentemente, repito: frequentemente falamos ou ouvimos alguém falar: “Nossa! Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”.

X – A SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO DE DENTRO PARA FORA (é o que dizemos) – na prática não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal ‘santificação’ não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se ‘converteu de verdade’.

Fonte: Gosto de Ler

Published in: on 02/02/2011 at 20:25  Comments (4)